O que você acha ser saudade, pra mim é puro egoísmo. É só entender.
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As paredes que eu escrevi seu nome.
Lá vou eu distraidamente, percebendo os borrões que a chuva rasgou. Olhar novamente o já olhado, todas as cores da ótica e um fiapo de luz. Resquícios de riso, farpas – saudade – cravadas na carne.
Nesse dia pálido o sol quase não faz sombras e nada me lembra seu rosto. Ausência de limites, sanidade e febre. Quero ficar aqui confusa e clara com voz de sono frágil, olhos puxados e olhares distantes. Perdidos entre você e você, é navalha que corta e me faz voar. Com as pedras fora do lugar, caminho lentamente.
Lá vou eu distraidamente, percebendo os borrões que a chuva rasgou. Olhar novamente o já olhado, todas as cores da ótica e um fiapo de luz. Resquícios de riso, farpas – saudade – cravadas na carne.
Nesse dia pálido o sol quase não faz sombras e nada me lembra seu rosto. Ausência de limites, sanidade e febre. Quero ficar aqui confusa e clara com voz de sono frágil, olhos puxados e olhares distantes. Perdidos entre você e você, é navalha que corta e me faz voar. Com as pedras fora do lugar, caminho lentamente.
— Cátia Lima - Sussurros soltos sem cessar.
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Você é página solta do meu livro, cheio de medos. Tentando tapar buracos com pano furado e você sabe disso melhor que ninguém. Não espere que eu faça o mesmo, sou racional o suficiente. Não vou me arrastar, você sabe o quanto é importante pra mim, e sim eu sei o quão chata é essa situação, mas novamente, você sabe o que está fazendo: tapando buracos com pano furado.
— Cátia Lima. - Sussurros soltos sem cessar.
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Vem
diz pra mim o que está
acontecendo
por quê
escureceu tão cedo
linhas tremidas de giz
o vento abrindo a porta
que fechei
me diz se vem, se vou
cansar
O horizonte arranhado
me diz se devo ir tão longe
se os desenhos que eu não fiz
vão se apagar
Linhas de giz
e os planos que eu tanto quiz
os risos que eu não ri
as casas sem jardim
vão cansar, cessar, sumir
vou desenhar os fios
separados / céus riscados
embolados em nós
cegos
Os riscos secos do giz, menos que a memoria, vão?
— O.S
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Recolhe suas dores,
se veste,
se veste de amor próprio,
de sorrisos,
de felicidade,
se veste de você.
se veste,
se veste de amor próprio,
de sorrisos,
de felicidade,
se veste de você.
— Flutuar-se (via cantinho-poetico)
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Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja… Agora eu tô pronto pra outra.
— Tati Bernardi (via infl-amavel)
